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Para cada negócio, o seu espaço

Os requisitos para abrir um restaurante não são iguais aos de uma marca de vestuário. Saber o que está na lei, ao mesmo tempo que se opta pela dimensão certa, é fundamental.

Abrir uma loja de roupa não é o mesmo que investir num restaurante. Há especificidades que têm de ser acauteladas. Em termos da legislação é preciso não esquecer que há mais requisitos e exigências para se abrir um restaurante do que uma sapataria, quanto mais que não seja em termos das regras de segurança e higiene.

Depois, o tipo de espaço também não se adequa a todos os negócios. Mais uma vez, nem todas as lojas servem para restauração, por exemplo. A área que vai ocupar é outro fator a ter em conta. Uma marca de vestuário como a Primark – cujas lojas são de grande dimensão – não encontra áreas comerciais suficientes em algumas ruas de Lisboa. Daí a opção pelos centros comerciais que oferecem a dimensão necessária. Um lojista de ‘bricolage’ ou decoração também não irá encontrar na Baixa de Lisboa o espaço ideal. Isto porque irá receber clientes que precisam de ter acesso fácil por carro, o que nem sempre é viável no centro da capital. Além de que este tipo de negócio precisa de áreas muito grandes, sendo que as rendas na cidade são mais elevadas e não compensa.

Daí que, muitas vezes, marcas como Ikea ou mesmo na componente de desporto, como a Decathlon, optem pela periferia. Quando decidem por abrir no centro é quase sempre com um formato mais pequeno e com ‘stock’ limitado.

No entanto, para um outro tipo de marca, já considerada de luxo, pode ver com bons olhos a instalação num local mais pequeno, mas onde encontra a categoria de clientes adequada ao seu negócio. Com o aumento do turismo em Lisboa, as grandes marcas internacionais, como a Prada ou Louis Vuitton, também têm apostado nas principais avenidas com maior fluxo de turistas, logo, potenciais compradores.