Lisboa e Porto continuam a ser as preferidas para abrir sede de empresas - Imobusiness

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Lisboa e Porto continuam a ser as preferidas para abrir sede de empresas

Transportes e mão-de-obra qualificada são os trunfos. Mas as cidades secundárias como Aveiro e Braga também estão a atrair a atenção, por exemplo, das start-ups.

A escolha do local para instalar a sede de uma empresa não é uma decisão que deva ser tomada de ânimo leve. Acessibilidades e qualidade da mão-de-obra são alguns dos itens a ter em conta e que podem ajudar ao sucesso do negócio.

Receber a sede de uma empresa, qualquer que seja a dimensão, é uma aposta apetecível para as diferentes cidades portuguesas que olham para este cenário como uma oportunidade de se gerar emprego direto e indireto e criação de riqueza para a economia local.

De acordo com fontes do mercado, Lisboa e Porto continuam a liderar nesta escolha, apesar de realçarem que esta é uma decisão também dependente do tipo de negócio que se pretende abrir ou trazer para Portugal. No entanto, é ponto assente que a capital lisboeta e a cidade do Porto são preferidas pelas grandes empresas por oferecerem uma boa rede de transportes públicos. A este requisito junta-se ainda o facto de disponibilizarem mão-de-obra não só em quantidade, mas também qualificada.

As mesmas fontes lembram que, no caso de uma multinacional escolher Portugal para sede, pode implicar a deslocalização de colaboradores estrangeiros, aos quais tem de garantir boas acessibilidades e regalias que justifiquem deixar o país de origem.

Apesar desta tendência, outras cidades portuguesas estão a destacar-se na captação de empresas. É o caso de Aveiro ou Braga que têm sido alvo da atenção de empresas algumas mais pequenas ligadas às novas tecnologias ou mesmo ‘start-ups’ que beneficiam da existência de centros de incubação que potenciam o desenvolvimento do seu negócio. Ou que contam mesmo com polos universitários com forte atividade e que trabalham em parceria com empresas de tecnologias. No caso das empresas mais pequenas acabam por optar por cidades secundárias onde os custos de ocupação de um espaço de escritório são inferiores.

Quer se trate de empresas maiores ou mais pequenas, a verdade é que Portugal está na moda no que se refere à atratividade para receber a sede de um negócio. Lisboa e Porto são considerados mais acessíveis em termos de custos do que outras cidades europeias, mais uma vez não só pelo baixo custo da mão-de-obra, mas também pela qualidade de vida superior que podem oferecer aos quadros.

Outro dado que distingue Lisboa e Porto é a existência de edifícios com grandes áreas de ocupação. Muitas vezes, as empresas precisam de um edifício que lhes permita ocupar vários pisos de escritórios – com espaços que variam entre os mil metros quadrados e os cinco mil metros quadrados –, sem terem de construir de raiz, o que minimiza o investimento inicial.
Esta é uma oferta que, muitas vezes, só se encontra nas grandes cidades onde conseguem edifícios de qualidade, que respondem aos requisitos necessários e que garantem eficiência energética.