Compra de imóveis para reabilitação ascende a 750 milhões de euros até julho - Imobusiness

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Compra de imóveis para reabilitação ascende a 750 milhões de euros até julho

Nos primeiros sete meses do ano, a Cushman & Wakefield contabiliza 35 negócios de aquisição de edifícios para reabilitação urbana ou de terrenos para promoção imobiliária em Lisboa e no Porto.


O investimento na aquisição de edifícios para reabilitação urbana está a dar sinais de dinamismo. O estudo da consultora Cushman & Wakefield conclui que, entre janeiro e julho deste ano, já foram realizados 35 negócios de aquisição de edifícios para reabilitação urbana ou de terrenos para promoção imobiliária em Lisboa e no Porto. No total, este tipo de investimento, ascende a 750 milhões de euros, o que significa um crescimento de 80% face ao período homólogo de 2018.

De acordo com a Cushman & Wakefield o segmento residencial mantém-se como “o principal dinamizador do mercado, contribuindo para a sucessiva subida dos preços de transação de prédios para reabilitar em ambas as cidades”.

A consultora imobiliária realça que “apesar do claro predomínio da atividade de reabilitação urbana nos centros das cidades” cada vez mais se verifica uma “maior abrangência geográfica por parte da procura, que começa a olhar para zonas mais periféricas para os seus investimentos”.

Ainda assim, destaca que, em Lisboa, a componente habitacional representou 67% da área de construção licenciada e 61% da área em licenciamento. Na cidade do Porto, este segmento da habitação foi responsável por da área de construção licenciada e 55% da área em licenciamento.

Citada no comunicado, a diretora de promoção e reabilitação urbana na Cushman & Wakefield, Ana Gomes, sublinha que “a procura de oportunidades de reabilitação urbana e de promoção nova em Lisboa e no Porto nunca foi tão alta e esta tendência deverá manter-se em 2020”. Ana Gomes salienta ainda que “esta procura é cada vez mais direcionada para localizações menos centrais onde o investimento foi menor nos últimos três anos”.

De acordo com a mesma responsável, na capital lisboeta, “é particularmente visível o maior interesse de investidores nos eixos ribeirinhos de Santos/Alcântara e Marvila bem como no eixo central Saldanha/Campo Grande, em detrimento dos bairros históricos da Graça, Alfama, Baixa e Chiado”. Ana Gomes explica ainda que “também as zonas de expansão da cidade têm vindo a ser alvo de forte interesse, com especial destaque para a Alta de Lisboa, que nos próximos anos irá contribuir para um aumento muito considerável da oferta de produto residencial na cidade”.
Esta aposta na reabilitação está também a ter impacto nos preços dos prédios urbanos em Lisboa. A Cushman & Wakefield refere que os preços subiram 27% nos imóveis superiores a 500 metros quadrados e 18% nas propriedades de dimensão inferior. No Porto o aumento dos valores médios de compra disparou ainda mais ao atingir os 41% nos imóveis superiores a 500 metros quadrados e 21% nos de dimensão inferior.

O centro histórico da capital atinge o valor mais elevado em torno dos 3.530 euros por metro quadrado. No entanto, a zona ribeirinha é o local com maior subida de preços, ascendendo aos 47%.
Na cidade Invicta, a zona da Baixa apresenta o valor médio mais elevado nos imóveis com dimensão superior a 500 metros quadrados, situando-se em 2.756 euros por metro quadrado.

Entre janeiro e julho o foram licenciados na capital lisboeta 250 projetos com uma área de construção total que ultrapassa os 320.000 metros quadrados, mais 14% do que no período homólogo de 2018. No Porto, foram contabilizados cerca de 325.000 metros quadrados de projetos em licenciamento e mais de 210.000 metros quadrados de projetos licenciados.