Arrendar ou comprar, eis a questão - Imobusiness

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Arrendar ou comprar, eis a questão

A tendência atual de quem cria um novo negócio vai no sentido do arrendamento, uma vez que pode diminuir o investimento inicial. Comprar, só se tiver capitais próprios.

A entrada num novo negócio comporta custos iniciais que devem ser bem contabilizados para evitar surpresas. Uma das decisões tem a ver com se é mais rentável comprar ou arrendar o espaço onde se vai instalar.

Fontes do mercado são unânimes em concluir que a maior tendência, quer no retalho quer no segmento de escritórios, é avançar com contratos de arrendamento. A justificação é simples. No arranque, construir de raiz pode ser um custo que não é suportável. Ao arrendar, o investidor não terá de fazer um investimento inicial tão elevado.

No entanto, realçam que a opção de comprar um espaço pode não ser afastada se o mercado oferecer condições que o permitam. Se o investidor dispor de capitais próprios, por exemplo, em momentos de crise poderá comprar a custos mais confortáveis e optar por vender agora que os preços estão mais altos.

Ainda assim, este cenário apenas é aconselhável para que tiver capitais próprios, porque, tal como referem as mesmas fontes, na crise dificilmente se consegue financiamento para comprar.
A opção de compra tem recaído mais por cidades mais pequenas ou secundárias onde o arrendamento não é tão usual e os preços ainda não atingiram valores tão elevados.

Outro cenário que se tem repetido é um investidor, como por exemplo um grupo retalhista que pretende abrir um hipermercado, constrói o edifício com capitais próprios. Numa fase posterior, encontra um parceiro imobiliário que lhe compra o espaço, sendo que o retalhista continua a manter a sua loja em funcionamento. Desta forma, garante uma ocupação durante 10 ou 20 anos com uma renda mais baixa.

A compra do edifício pode acarretar um risco elevado para quem esteja a abrir a primeira loja. Nestes casos, o mais viável pode ser a abertura das chamadas ‘pop up stores’, em que, numa primeira fase, abre uma loja provisória com um contrato mais curto e testa a aceitação do mercado ao produto ou serviço que está a vender. Se correr bem, avança então para um modelo de arrendamento de um espaço físico.